Decisões Desaforadas e Marginais

O Brasil está chocado com as ações de um governo que age fora das regras, das instituições e da lei.

O governo age à margem das instituições, dos dados, das pesquisas, e das estatísticas. As decisões governamentais são um bolo de excrescências que entope a celeridade do Estado brasileiro e tira a legitimidade, por direito, dos órgãos competentes com poder decisório definido na Constituição, e nas leis infraconstitucionais. Sempre obrigando que uma emergência de socorro jurídico seja acionada nas cortes superiores para a limpeza daquilo que se tenta empalar à nação.

O obscurantismo e os predação do Estado de Bem-Estar Social

O motivo – minimizado e ignorado pela imprensa profissional – é sempre o mesmo: o governo procura por ânsia própria fazer valer o vômito ideológico em duas frentes:

a obscurantista, que busca impor aos hábitos culturais brasileiros uma escuridão conservadora, por meio de uma pauta metafísica e esotérica e a predadora econômica, que por meio da agenda ultraliberal (quase anárquica) tem como meta a desconstrução do proto Estado de Bem-Estar Social do Brasil.

Esmagam a economia nacional e os empresários aplaudem

A imprensa consegue dissociar a pauta de costumes da agenda neoliberal, sendo condescendente com a segunda, já que as redações já não pensam em Economia Política por conta própria e “compram” as limitadas narrativas das agência internacionais que o Brasil deve se submeter aos interesses dos investidores estrangeiros como o único caminho para acumular riqueza – mesmo que essa escolha acabe com a indústria, com a tecnologia e faça da nação uma economia extrativista e exportadora de commodities.

Ações marginais
Para imprimir esse projeto, o governo recorre a recursos fora da legislação e da ética pública, como o esquema ordenado por Ciro Nogueira, Flávia Arruda, Arthur Lira e as emendas secretas para angariar os votos do Congresso Nacional. São R$ 15 bilhões que escorrem, via orámento secreto (sic) para os parlamentares.

As ações para desvio de verbas na área da Saúde, Conforme consta no relatório da CPI da Pandemia, também, vieram fora das instituições, de um gabinete paralelo da Presidência da República, que atuou para ignorar a vacinação e acelerar a suposta imunização de manada, distribuindo pílulas ineficazes de cloroquina (para que as pessoas voltassem ao trabalho com a ilusão de que estariam protegidas). Tudo Isso, à margem das organizações sanitárias.

A destruição dos Institutos (INPE, IBGE, INEP etc) que fornecem dados e pesquisa para orientar a políticas públicas de controle de queimadas, medição do desemprego, qualificação das instituições de ensino e de pesquisa. Sem dados, não há como interferir na realidade. A inação em todas as áreas abandonadas (Saúde, Educação, Meio Ambiente, Industrialização) não é fortuita: É uma decisão! Assim como a intenção de tornar privada as universidades públicas. E está em linha com a destruição do Estado.

Por isso a deselite não fica chocada com a notícia que o secretário de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, irá assumir um posto em Washington, capital dos Estados Unidos, alegadamente para “melhorar a posição do país em tratativas comerciais com a maior economia do mundo”, sendo que o Brasil tem representação diplomática secular naquele país.

O posto, considerado estratégico pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá se consolidar como um canal de vassalagem para que de lá, por fora da chancelaria, sejam planejadas as privatizações das jóias do patrimônio brasileiro, a começar pela Petrobras.


Outro expediente marginal às instituições foi usado pelo ainda médico e ministro da Saúde Marcelo Queiroga que criou uma consulta pública, também, excrescente para decidir se crianças deveriam ser imunizadas contra a Covid. Uma tentativa de intimidar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária para fortalecer a agenda obscurantista anti-vacinas.

STF volta à alça de mira
Não é por acaso que o STF – guardião da Constituição e do Estado Democrático e de Direito – é o alvo preferido do presidente Jair Bolsonaro. Nesse ponto, por defender a aplicação da Lei, o STF também é alvo dos lavajatistas, como o MBL, que não se conformam o revés do julgamento do cidadão e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa do flagrante atropelo dos direitos cometido pelo ex-juiz Sérgio Moro – que tentou ser candidato à presidência da República – e que confessou em entrevista à uma rádio que havia, sim, o interesse em perseguir Lula e o Partido dos Trabalhadores.
A orquestração contra o STF – a agora, também, contra o Tribunal Superior Eleitoral – terá, nesse ano, apoio das agências de informações americanas. As Forças Armadas brasileiras estão cada vez mais alinhadas com as Forças Armadas norte-americanas, chegando a posar em cartazes em posição subserviente. O Brasil está sob ataque e o governo busca trolar as leis para facilitar a volúpia dos investidores que moram em Miami.

Semiótica do cartaz do Exército Brasileiro sobre operação militar conjunta com os militares norte-americanos revela uma águia (símbolo dos EUA) liderando a esquadrilha e o soldado americano conduzindo pelas costas um militar brasileiro.

1 comentário

  1. O problema é que foi “com Supremo com tudo”, então o STF e as forças mamatas não estão do nosso lado. Lula ganhará, mas e essa gente corrupta que está nessas instituições? No STF não salva ninguém, todos e todas CANALHAS, gananciosos, que se venderam para permitir e colaborar com o que está acontecendo. O congresso em sua maioria também só vendidos… Misericórdia!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s