Para escapar do pior, é preciso taxar as grandes fortunas, ontem!

Enquanto o capitão alimenta com mortos da COVID-19 a alcateia armada que dorme à sombra do Palácio, Paulo Guedes nada faz para evitar a colisão com o iceberg que já é visível no horizonte econômico.

Seria engraçada, se não fosse enfadonha, a análise dos colarinhos brancos do Conselho Monetário Nacional da conjuntura atual em que (após a leitura ‘das folhas de chá’) veem espaço para mais queda na taxa básica de juros, a Selic, e, com o prosseguimento das reformas econômicas no Congresso, de taxas menores ainda a longo prazo. Um dos conselheiros previu que pudéssemos até ter uma taxa negativa de juros (como fazem os países ricos).

É risível porque entre todos os motivos que poderíamos enumerar para jogar luz na platitude do COPOM (fuga de capitais, déficit etc.) o mais saliente é ausência da presença de espírito que estamos numa Guerra. E que o país deve usar medidas extremas para situações extremas e não gotas de Florais de Bach para manter atraentes títulos cuja credibilidade é afetada a curto prazo pela incerteza política do governo Bolsonaro e a longo prazo pela incerteza econômica global.

A retração do Produto Interno Bruto, desta vez, não será curada com gotas de Dipirona (para baixar a temperatura). O paciente já está gelado o suficiente, economicamente, falando. É urgente manter as linhas de abastecimento de produtos essenciais, distribuir renda na ponta para manter o giro mínimo, já prevendo que produtos que dependem de escala serão descontinuados. Sem medidas preventivas (por setor), o desabastecimento vai chegar e a pressão dos preços, como numa guerra, virão da demanda (lembra do ágio? Ele voltará).

Portanto a saída do quadro conjuntural que se avizinha não será apenas pelas (por bem intencionadas que sejam) sucessivas quedas da Taxa Selic ou pelas tais “Reformas Estruturantes” ou por outras manobras monetárias – que demandem tempo. O tempo acabou.

É PRECISO PLANEJAMENTO, PAULO GUEDES!

O orçamento de Guerra que (se bem aplicado pela União, Estados e Municípios) irá salvar vidas ( se Bolsonaro não atrapalhar), obviamente, aumenta o fosso fiscal. A única forma de resolver esse problema (vide Inglaterra, Estados Unidos no pós-Guerra) é aumentar a poupança e investir em setores que: a) mobilizem toda a nação e b) possam prover as máquinas e produtos que – se não forem realizados – irão drenar nossas divisas (como ordinariamente já está sendo feito pela equipe econômica que torrou US$ 50 bi para conter a apreciação do Dólar, e, extraordinariamente, com a compra urgente de respiradores e EPI).

AUMENTAR IMPOSTOS SOBRE GRANDES FORTUNAS, ONTEM!

A única maneira de aumentar a poupança e investir, ONTEM, para assegurar a continuidade do sistema é AUMENTAR OS IMPOSTOS. Como, na quarentena, pouco se arrecada sobre circulação de mercadorias e serviços e sobre a folha de pagamento, devido ao desemprego e menos ainda sobre a renda (negativa), só sobra um lugar de onde o recurso pode ser deslocado sem provocar um confisco da poupança geral: DAS GRANDES FORTUNAS.

Bilionários, é chegada a hora de dizer a que vieram.

PS I – As nações durante a guerra fazem de tudo para manter suas divisas. Mas quando não conseguem, obrigam que as demais usem as reservas delas (é guerra, certo, TROUXAS DO GUEDES?)

PS II – Empresários da ‘deselite’ brasileira: parem de pedir dinheiro para o Estado Brasileiro e sejam criativos. Nada de fazer caravana ao presidente Esquizofrênico e Bipolar.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s