Não titubeiem: o Regime Democrático e a forma republicana de governo estão sob ataque

Redes sociais, grupos de proliferação de mentiras do WhatsApp e os miliciânicos operam correias de transmissão para iludir o povo sobre as reais intenções do movimento que está em curso.

Apregoam que lutam pela manutenção ao veto do Orçamento Imposititivo – que transfere ao Congresso, no Orçamento de 2020, a responsabilidade sobre a destinação de R$ 22,1 bilhões de investimentos – parte das emendas obrigatórias, que somam R$ 46 bilhões. Já o Poder Executivo (Jair Bolsonaro) terá R$ 17,4 bilhões para investir. É a 1ª vez que o Legislativo fica responsável por mais investimentos do que o Executivo.

Já foi acertado entre Davi Alcolumbre e Paulo Guedes uma derrubada parcial do veto. De modo que o tema é meramente uma desculpa para o inconsequente movimento de criminalização da política. O movimento é financiado por empresários, predominantemente, de um setor que é pré-falimentar: mega lojas de varejo e de shopping centers (que nos EUA viraram prédios fantasmas) e conta, evidentemente, – considerando o f*da-se emitido pelo gal. Heleno – com o aporte de uma parcela sigilosa das FFAA, embarcada na missão de destruir as instituições que afiançam o Estado de Direito e Democrático do país.

Entre os investidores não há mais hegemonia. Os farialimers (gestores de fundos) estão mudando de lado. Até pouco tempo contemplavam a batuta claudicante de Paulo Guedes, agora já não acreditam que expectativas melhores virão com o Bolsonaro na Presidência.

No xadrez político, o ato das forças miliciânicas é uma resposta à reação de um movimento que propõe iniciar um processo de impeachment baseado em inúmeros crimes de responsabilidades que Bolsonaro cometeu

A imprensa titubeia

Os jornalões que na semana passada levantaram o impeachment como saida para a escalada de crise já atenuam o discurso, por ora, à espera de uma alternativa que lhes pareça segura – diga-se: sem abrir a possibilidade das forças populares ascenderem ao poder. Especulam o eterno plaboy Luciano Huck e almejam uma candidatura como a de Moro para assegurarem-se que partidos populares não tenham retorno. Esse processo de repelir representantes dos interesses do povo é uma doença crônica da elite que tem o Brasil apenas como plataforma de lucros enquanto seu posto avançado de residência e moradia é em Miami ou na Europa. Até Fernando Henrique Cardoso demonstra seu ˜poderoso inconformismo ~ ( estou sendo irônico) com  Bolsonaro colocando panos quentes:  “não há pressão das ruas”.

 Será?

As ondas de manifestações em março irão ditar ao sociólogo se trata-se de mais uma fracassada análise de cenário (temos lidos várias). Ele deveria estar na linha de frente convocando as pessoas contra um governo pérfido. No entanto, assim como os empresários, se ilude que os miliciânicos  não tem um plano para destruir as instituições. Quando enxergarem será tarde demais. Ou se para agora, ou estaremos os cidadãos todos presos ou calados para

sempre.

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